EFELisboa

O ministro dA Administração Interna de Portugal, Eduardo Cabrita, afirmou hoje que há uma "estranheza" entre as autoridades porque vários dos incêndios declarados No sábado no distrito de Castelo Branco começaram quase ao mesmo tempo.

"Há uma estranheza. Como é que começam cinco incêndios de dimensão significativa numa zona muito próxima?", disse em declarações a jornalistas na sede da Proteção Civil em Lisboa, onde garantiu que as circunstâncias destes fogos "estão a ser investigadas".

Um total de cinco incêndios foram declarados no sábado nos concelhos de Sertã e Vila de Rei, no centro do país, dos quais permanece ativo um de grandes dimensões que se alargou a Mação.

O ministro avançou além disso que o número de feridos provocados por estes incêndios subiu a 20, oito bombeiros e doze civis, embora só um deles é grave, um civil que foi trasladado à unidade de queimados de um hospital de Lisboa.

O resto, que já abandonou as unidades onde foram atendidos, apresentavam entorses, problemas por inalação de fumo ou os derivados de um "pequeno acidente" entre dois viaturas de bombeiros.

Cerca de 800 bombeiros mantêm-se no terreno em Vila de Rei e Mação para combater as chamas, apoiados por 14 meios aéreos, doze deles de combate e dois de avaliação e coordenação de operações.

As autoridades não ofereceram ainda números oficiais do alcance do incêndio, mas o Laboratório de Fogos da Universidade de Trás-os-Montes calcula, segundo a imprensa portuguesa, que já arrasou 8.500 hectares.