EFEGuarda (Portugal)

Sob o título "Joan Miró e a morte da pintura", a Fundação Serralves do Porto vai inaugurar no próximo dia 11 uma exposição do pintor catalão com peças procedentes de coleções de Espanha, França e Portugal.

A exposição, que irá contar com cerca de 40 obras, segundo explicou hoje à Efe um porta-voz de Serralves, vai-se centrar na época mais "rupturista" do pintor, conhecida como a "antipintura", um período no qual Mirá tentava reforçar a função poética sobre o valor económico das obras no mercado da arte.

O curador da exposição será o americano Robert Lubar, especialista no trabalho de Miró.

Além de algumas obras do pintor catalão pertencentes ao Estado português, a exposição contará com quadros de coleções espanholas das fundações Joan Miró, Mapfre e Pilar i Joan Miró e da entidade francesa Collection Adrien Maeght.

O idílio entre a cidade do Porto e a arte de Miró começou em outubro de 2016, quando o Governo português inaugurou em Serralves a exposição "Joan Miró: Materialidade e Metamorfose", com 78 das 84 obras do Estado português.

A coleção de obras foi a herança de uma crise financeira que revelou a existência de um total de 84 quadros de Miró na propriedade de um banco que, após a sua nacionalização, passaram a mãos estatais.

A exposição teve tanto sucesso que o Governo decidiu deixá-la em depósito em Serralves, onde se está a criar uma seção para a acolher de forma permanente.

Serralves, desde finais dos anos 90, ganhou peso como referência no mundo da arte, com um legado de 4.300 obras, metade de titularidade estatal e o resto da Fundação.