EFELisboa

A patronal do setor dos motoristas, Antram, rejeitou a proposta dos grevistas para se sentar a negociar, pelo menos enquanto se manter a greve, que desde segunda-feira mantém Portugal em estado de crise energética.

"Não podemos, infelizmente, reunir-nos com uma espada sobre a cabeça, não podemos negociar dessa forma", disse aos jornalistas um dos vice-presidentes da patronal, Pedro Polónio, em resposta ao pedido que os grevistas realizaram esta quarta-feira.

A Antram sustentou que é impossível negociar "sob ameaça de greve" e deu como exemplo as reuniões que mantém com a Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), a maior estrutura sindical do setor de transportes do país e que, paradoxalmente, não aderiu à greve iniciada esta segunda.

Alcançou-se com a Fectrans esta madrugada um acordo para aumentar o salário dos motoristas em 120 euros por mês no próximo ano, algo celebrado pelo primeiro-ministro, o socialista António Costa.

"Neste caso imperou o bom senso e o diálogo. Conciliou-se o respeito pelos direitos dos trabalhadores e os interesses das empresas, possibilitando negociar sem confronto. Que seja um exemplo seguido por outros", escreveu na sua conta do Twitter.