EFELisboa

A aldeia de Gemeses, localizada no município de Esposende, ao norte de Portugal, onde o piloto Paulo Gonçalves, que faleceu ontem no Rally Dakar, vivia junto à sua esposa e os seus dois filhos, espera consternada a chegada do corpo de alguém que era ídolo de todos e cujo nome será "imortalizado".

O autarca de Esposende, Benjamim Pereira, avançou hoje à EFE que, por enquanto, o que a Câmara pretende é respeitar o luto de sua família.

O corpo sem vida será repatriado, explicou Pereira, nos próximos dias, já que a autópsia está prevista para hoje.

Desta maneira, os restos mortais do piloto poderão chegar a Esposende entre quinta e sábado, disse.

Além de ser um dos veteranos e dos mais respeitados na caravana do Dakar, Paulo Gonçalves era "um ídolo" entre as gentes da comarca de Esposende, devido, sobretudo, à "sua humildade", afirmou o presidente da Câmara.

Gonçalves era adorado na aldeia de Gemeses, uma localidade de um milhar de habitantes na qual vivia junto à sua família, já que nasceu em Esposende, onde o seu pai tinha uma oficina mecânica.

Prestava-se a todo tipo de causas sociais e sempre que podia participava em atos públicos, além de que "levou sempre o nome de Esposende por todo mundo".

No seu equipamento e na sua moto do Dakar tinha sempre com orgulho o nome da sua comarca, pelo que "foi um grande embaixador" e fez "uma publicidade" muito grande para Esposende.

Desta maneira, embora sem adiantar nada mais especificamente, a Câmara de Esposende quer imortalizar a figura de Paulo Gonçalves, pelo que dará o seu nome a uma infraestrutura municipal de relevância.

Além disso, o município decretou um dia de luto, que coincidirá com o dia do funeral, ainda por definir.