EFELisboa

O PIB de Portugal desabou 16,5% no segundo trimestre em termos homólogos, uma caída inédita na série histórica causada pela pandemia, que afetou especialmente o consumo privado e os investimentos.

O dado foi avançado esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) numa "estimativa rápida", antes de publicar os seus resultados definitivos a metade de agosto.

O INE adianta-se com a intenção, explica, de contar com informação o mais rapidamente possível para analisar o golpe do coronavírus ao PIB, que comparado com o primeiro trimestre caiu 14,1%.

A descida explica-se "em larga medida" pela contribuição negativa da procura interna, especialmente com uma acusada descida do consumo privado e em investimentos e exportações, sobre os quais irá dar mais detalhes assim que publicar o relatório de 14 de agosto.

Portugal esperava uma histórica contração do PIB no segundo trimestre, o primeiro completamente afetado pelo coronavírus, que obrigou a decretar o estado de emergência a meados de março.

Entre janeiro e março, o país registou uma caída de 2,3% em termos homólogos, pelo que soma já dois trimestres consecutivos com resultados negativos.

Um dado que leva os especialistas a pensar que o desabe do PIB no fim do ano será superior ao previsto pelo Governo do socialista António Costa, que nos seus últimos cálculos oficiais apresentados em junho apontou a uma contração de 6,9%, embora fontes do Executivo digam que será preciso revê-lo em breve.

De momento, o Banco de Portugal estima que o desabe será de 9,5%, em linha com a Moody's, que considera que será de 9,2% no fim do ano.