EFELisboa

O PIB de Portugal impulsionou o seu crescimento durante o segundo trimestre deste ano, no qual subiu 15,5% em termos homólogos, o melhor dado em 25 anos, explicado em grande medida pela recuperação após o descalabro sofrido pela economia portuguesa entre março e junho de 2020.

O dado foi avançado esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) numa "estimativa rápida" antes da publicação dos seus resultados definitivos no final de agosto.

O INE avança como primeira pista para esta subida a influência de um "efeito base", ao se comparar com "as restrições sobre a atividade económica como consequência da pandemia que se fizeram sentir de forma mais intensa nos primeiros dois meses do segundo trimestre de 2020".

Começou então o primeiro confinamento do país, que se traduziu "numa contração sem precedentes da atividade económica" que fez que o PIB desabasse 16,5% em termos homólogos, uma caída inédita na série histórica.

Já o segundo trimestre de 2021 esteve marcado pelo alívio das severas restrições impostas ao início do ano, quando se decretou um novo confinamento, o que estimulou uma maior contribuição da procura interna.

A contribuição da procura externa, por sua vez, foi "menos negativa" entre março e junho, especificamente graças a um aumento das exportações, cujos números, assim como os referentes às importações e outras variações, serão divulgados pelo INE no relatório completo no final deste mês.

Por enquanto apenas se avança que, em comparação com o primeiro trimestre deste ano, o crescimento do PIB foi de 4,9%, "mais do que compensando" o valor obtido entre janeiro e março, período em que a economia caiu 3,2%.

O Governo de Portugal, dirigido pelo socialista António Costa, prevê que a economia cresça 4% no final de 2021.

O Banco de Portugal é mais otimista e avança que o PIB vai subir 4,8%, superior à previsão de 3,9% da Comissão Europeia e à de 3,7% da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).