EFELisboa

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, não quis adiantar uma data para levantar os controlos na fronteira terrestre com Espanha e limitou-se a dizer que vai continuar fechada "enquanto for estritamente necessário".

"Desejamos todos que possamos recuperar a normalidade, mas o que fazemos é uma avaliação quinzenal e também aqui não correremos a imprudência que é estar a fazer uma projeção que seja desmentida pela realidade", disse à imprensa à margem de um ato da Proteção Civil.

A fronteira entre Portugal e Espanha vai continuar fechado pelo menos até às 22:59 horas GMT de 15 de abril, medida implementada para tentar travar o contágio da pandemia, segundo anunciaram ambos países.

Devido à diferença horária, o controlo de pessoas nas fronteiras terrestes e fluviais vai continuar até às 23:59 de 15 de abril em território português, e às 00:59, hora espanhola, de 16 de abril no caso de Espanha.

O controlo de fronteiras, imposto desde 31 de janeiro, apenas contempla a passagem "excecional" de mercadoria internacional e trabalhadores transfronteiriços, além da entrada de cidadãos ou residentes devidamente acreditados e a saída de cidadãos residentes noutros países.

A fronteira só pode ser atravessada através de 18 pontos de passagem autorizados (PPA), dos quais apenas 7 estão abertos de maneira permanente Valença, Vila Verde da Raia, Quintanilha, Vilar Formoso, Caia, Vila Verde de Ficalho e Castro Marim.

Entre 31 de janeiro e 3 de abril, 786.829 pessoas cruzaram a fronteira através das passagens autorizadas. A mais transitada foi Valença (298.423), seguida de Vilar Formoso (127.018) e Vila Verde da Raia (101.258).

Foi barrada a passagem transfronteiriça a 6.141 pessoas, a maioria das quais em Valença (2.080), seguida de Caia (1.272) e Castro Marim (1.090).