EFEMadrid

O primeiro-ministro português, António Costa, confirmou esta quinta-feira, no fim da cimeira da NATO em Madrid, que o seu país vai antecipar de 2024 a 2023 o objetivo de dedicar 1,66% do PIB nacional a defesa.

Costa destacou também em conferência de imprensa a adesão da Finlândia e Suécia à Aliança e a relação com a União Europeia.

"Foi definido um novo modelo de forças que vai representar um reforço da participação de todos os Estados membros nas ações de dissuasão e defesa coletiva", assinalou o primeiro-ministro.

Além da antecipação do gasto de 1,66% do PIB em defesa, Costa acrescentou que "ao longo da década" o número irá progredir para 2%.

No entanto, não se comprometeu com nenhuma data para chegar a essa meta e recordou que Portugal já tinha avisado de que esse caminho dependerá da existência de fundos comunitários.

"Se esses recursos comunitários existem poderemos acelerar a convergência para esse objetivo", disse.

Com a guerra na Ucrânia e a inflação, o objetivo da política financeira lusa é "atingir uma redução significativa" da dívida pública, para que no final da legislatura (2026) fique à volta de 100% do PIB (agora está em 127%).

"Temos que continuar a reduzir o défice e a dívida para garantir a sustentabilidade futura do país", ressaltou.

Com a invasão russa da Ucrânia é "mais importante que nunca" reforçar a aliança coletiva para que a NATO possa contribuir à gestão da crise e ser um "parceiro ativo" na segurança cooperativa à escala global, defendeu.

Perguntado sobre a influência da Rússia em África, Costa disse que há que prestar uma "particular atenção" ao flanco sul da NATO devido às potenciais consequências de uma "desestabilização de uma região vizinha, atraso no desenvolvimento, geração de forças para reforçar a ameaça terrorista e pôr em perigo a segurança marítima".