EFELisboa

O primeiro-ministro português, António Costa, descreveu as declarações do ministro das Finanças holandês, Wopke Hoekstra, como "repugnante", quando este levantou, após o Conselho Europeu Extraordinário, a possibilidade de Espanha ser investigada pela sua gestão da pandemia.

Costa disse à imprensa nas últimas horas que "este discurso é repugnante no quadro da União Europeia (UE)" e descreveu-o como mesquinho e inconsciente.

Visivelmente irritado com o resultado do Conselho, o líder socialista português também alertou que "se a UE quer sobreviver, é inaceitável que qualquer líder político, qualquer que seja o país de onde venha, possa dar tal resposta durante uma pandemia como a que estamos a viver".

O primeiro-ministro ressaltou que se deve dar uma resposta comum a um desafio comum, já que numa União Europeia baseada na liberdade de circulação de bens e pessoas "o vírus não conhece fronteiras".

Costa aposta pelos "coronabonos", uma emissão de dívida conjunta para salvar as economias nacionais.

Portugal cumpre agora seis anos do fecho do resgate financeiro da troika após a maior crise da sua história recente e é visto como um exemplo pela sua capacidade de crescer salvando os pilares do estado de bem-estar.