EFELisboa

Portugal vai festejar neste domingo o seu 25 de Abril em pandemia, com comemorações do 47º aniversário da Revolução dos Cravos limitadas, mas que permitem recuperar o tradicional desfile que no ano passado teve de ser cancelado.

A Avenida Liberdade de Lisboa, a artéria mais emblemática da capital portuguesa, irá voltar a encher-se de cravos vermelhos depois da inédita imagem de um ano atrás, quando viveu o primeiro 25 de Abril desde a chegada da democracia vazia, devido ao confinamento pela pandemia.

Um ano depois, Portugal encontra-se na terceira e penúltima fase do seu plano de desconfinamento e a Direção-Geral da Saúde (DGS) considerou que há suficientes condições para a realização do desfile, embora com limitações.

A comissão organizadora tinha inicialmente restringido a participação às dezenas de entidades que fazem parte dela, mas após reclamações de alguns partidos que foram impedidos de comparecer -como a Iniciativa Liberal- decidiu abrir a marcha a "todos os interessados".

As entidades que integram o desfile, previsto para o período da tarde, devem preencher um registo das pessoas que participam e determinar o lugar que irão ocupar na marcha para facilitar eventuais contatos das autoridades sanitárias, bem como o uso obrigatório de máscara.

Ainda assim, não houve um apelo à participação popular, como nos outros anos, e os cidadãos foram chamados a cantar a "Grândola Vila Morena" à janela, como no ano passado.