EFELisboa

Portugal confirmou 14 casos de varíola dos macacos, ou "monkeypox", e mantém em observação quase uma dezena de outros quadros suspeitos, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS informou inicialmente na quarta-feira a confirmação de cinco casos, aos quais acrescenta agora outros nove. Além disso, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) tem outras duas amostras em análise, segundo informou a DGS em comunicado.

Por outro lado, estão a ser acompanhados cerca de uma dezena de casos considerados como suspeitos, mas as amostras ainda não foram analisadas.

Os casos identificados até ao momento têm "acompanhamento clínico" e encontram-se "estáveis".

A DGS continua "com as investigações epidemiológicas" para "identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos e respetivos contactos".

A varíola dos macacos, do género Ortopoxvirus, é uma doença rara transmissível através do contacto com animais ou em contacto próximo com pessoas infetadas ou materiais contaminados.

"Habitualmente não se dissemina facilmente entre os seres humanos", disse a DGS, que recordou que não há tratamento específico, já que a doença está "habitualmente autolimitada em semanas".

Porém, pediu para as pessoas procurarem aconselhamento clínico caso apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, possivelmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço.

Os primeiros casos na Europa foram notificados no passado domingo pelo Reino Unido, que comunicou 4 confirmados sem antecedentes de história de viagem a zonas de risco.

Os primeiros casos humanos foram identificados na República Democrática do Congo em 1970 e o número tem aumentando durante a última década em países do oeste e centro de África.