EFELisboa

Portugal confirmou cinco casos da varíola dos macacos, ou "monkeypox", e mantém outros 15 casos sob vigilância, todos pacientes do "sexo masculino, estáveis e com lesões ulcerativas", informou esta quarta-feira a Direção-Geral da Saúde.

Segundo um comunicado da DGS, estas duas dezenas de pacientes encontra-se na região de Lisboa e Vale do Tejo e indicou que vai centralizar "todas as ações de deteção, avaliação, gestão e comunicação de risco relacionadas com estes casos" através do Centro de Emergências em Saúde Pública (CESP).

Os cinco casos foram comprovados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

A DGS pediu para os profissionais de saúde ficarem em alerta para "identificar eventuais casos suspeitos e notificá-los".

Além disso, pediu para as pessoas procurarem aconselhamento clínico caso apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, possivelmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço.

Na eventualidade de casos suspeitos, "o indivíduo deverá abster-se de contactos físicos diretos".

A varíola dos macacos, do género Ortopoxvirus, é uma doença rara transmissível através do contacto com animais ou em contacto próximo com pessoas infetadas ou materiais contaminados.

"Habitualmente não se dissemina facilmente entre os seres humanos", disse a DGS, que recordou que não há tratamento específico, já que a doença está "habitualmente autolimitada em semanas".

Os primeiros casos na Europa foram notificados no passado domingo pelo Reino Unido, que comunicou 4 confirmados sem antecedentes de história de viagem a zonas de risco.

Espanha ativou o alerta esta quarta-feira depois da deteção de oito casos suspeitos.

Os primeiros casos humanos foram identificados na República Democrática do Congo em 1970 e o número tem aumentando durante a última década em países do oeste e centro de África.