EFELisboa

O primeiro-ministro de Portugal, o socialista António Costa, admitiu hoje a possibilidade do seu país apresentar um candidato para presidir o Eurogrupo em substituição do holandês Jeroen Dijsselbloem, que conclui o seu mandato no próximo mês de janeiro.

"Por que não apresentar uma candidatura?", sustentou Costa ao ser perguntado por esta questão numa entrevista publicada hoje pelo site "Politico.eu" que tem sido divulgada pelos meios de comunicação em Portugal.

Costa deixa assim a porta aberta a uma eventual proposta lusa, ainda que em abril passado, quando esta opção começava a ser avançada na imprensa nacional, sustentou que a iniciativa não era uma "prioridade" e que o seu ministro das Finanças, Mário Centeno, tinha um importante trabalho no seu país.

Mesmo assim, considerou então "adulador" que Centeno tivesse sido sondado para o posto e acrescentou que, na sua opinião, o ministro "seria um excelente presidente do Eurogrupo".

Sobre esta questão, o próprio Centeno lembrou nas últimas horas em entrevista à cadeia RTP que a presidência do Eurogrupo é compatível com a pasta das Finanças, ainda que ressaltou que agora está centrado nas contas públicas portuguesas.

A questão de uma possível candidatura chega num bom momento para Centeno, que acaba de ver como o Fundo Monetário Internacional (FMI) eleva para 2,5% a sua previsão de crescimento para Portugal neste ano e como a agência Standard and Poor's (S&P) tirou a dívida soberana do país do nível "lixo".

O Governo português foi especialmente crítico com Dijsselbloem, sobretudo após as suas polémicas declarações nas quais acusava aos países do sul da UE de gastar todo o dinheiro "em copos e mulheres", palavras frente às quais o próprio Costa afirmou sentir-se ofendido.