EFELisboa

O Governo português não descarta nacionalizar empresas com "atividades estratégicas" caso a situação o exigir, já que o coronavírus deixou até agora no país 7.443 contágios e 160 falecidos.

Segundo os últimos dados oficiais, o número de mortes registadas até agora é 14,3% maior do que ontem, e há 7.443 infetados, cerca de mais 1000 que há 24 horas atrás.

627 pessoas estão hospitalizadas, 188 das quais nos cuidados intensivos.

Enquanto o contágio avança, o Governo de António Costa continua a prestar atenção aos dados económicos e contempla inclusivamente uma possível nacionalização de empresas estratégicas.

"Nós queremos preservar a continuidade do país e das atividades que sejam estratégicas. Seguramente vamos divergir, em comunidade, sobre o que são atividades estratégicas e quais são as empresas importantes, mas o Estado português tem ferramentas para nacionalizar empresas e usá-las-á se achar conveniente", declarou hoje o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

Siza Vieira, que se expressou nestes termos numa entrevista à TSF, também alertou os portugueses que devem "estar preparados" para a perda de empregos e empresas que a pandemia pode provocar.

"Vamos tentar proteger o maior número possível de empregos e preservar o maior número possível de empresas, evitando a sua destruição, mas sabemos que há muitos casos em que o impacto vai ser muito significativo", comentou.