EFELisboa

Animado pelo avanço da vacinação, Portugal prepara-se para aliviar as restrições impostas pela pandemia com a reabertura de bares e discotecas e a eliminação da exigência do certificado digital covid para entrar em restaurantes ou alojar-se nos estabelecimentos hoteleiros.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta quinta-feira que as novas medidas vão entrar em vigor no próximo dia 1 de outubro, quando se prevê que 85% da população esteja já completamente imunizada.

Na terceira fase do desconfinamento português vão-se também levantar as restrições horárias a restaurantes e lojas, que também irão recuperar a capacidade máxima. Também não irá haver limite na assistência em casamentos e batizados.

O certificado digital será exigido em viagens aéreas ou marítimas, nas visitas a lares de idosos e em hospitais, que recuperam ainda a presença de familiares para acompanhar os pacientes.

Será também obrigatório em grandes eventos culturais e desportivos, cujas condições serão definidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

A máscara, cujo uso é agora opcional em espaços públicos, será obrigatório nos transportes públicos, lares, hospitais, salas de espetáculos e nas grandes superfícies comerciais.

Costa justificou este avanço com o progresso na vacinação e a caída da incidência de covid -140 pessoas por cada 100.000 habitantes- e no índice Rt, que se encontra em 0,81.

O primeiro-ministro não avançou se Portugal é partidário de uma terceira dose da vacina, mas afirmou que o país está preparado para atender às recomendações que a Agência Europeia do Medicamento (EMA) irá divulgar na próxima semana sobre este tema.

Contudo, ressaltou que Portugal conta com vacinas suficientes para uma eventual terceira dose e, de momento, manterá os centros de vacinação abertos.

Além disso, o primeiro-ministro fez um apelo à responsabilidade individual para combater a pandemia em Portugal, já que a vacinação não assegura imunidade total, recordando ainda que "toda a população com menos de 12 anos não está vacinada".

Nas escolas, o uso de máscara não é obrigatório no recreio, situação que está a ser estudada pela DGS, que prevê emitir um novo pacote de medidas nos próximos dias.

"Somos um país turístico" e "o risco não desaparece", explicou Costa.

Desde o começo da pandemia, Portugal registou mais de um milhão de contágios e 17.938 falecidos.