EFELisboa

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, afirmou esta terça-feira que prevê que a economia do país recupere os seus níveis pré-pandemia em meados de 2022.

Segundo as suas previsões, Portugal irá demorar "para perto de dois anos" a recuperar o nível do produto interno bruto (PIB) de antes da pandemia, e esta rápida reativação é atribuída a "uma resposta europeia muito robusta" e com "uma verdadeira união", segundo defendeu Costa durante a sua participação em Lisboa na nona edição do Congresso Nacional de Economistas.

O primeiro-ministro recordou que o país entrou na crise social e económica causada pela pandemia de coronavírus num "ponto de partida significativamente melhor" do que quando começou a crise de 2008, e já registou melhorias em fatores como o crescimento económico, as taxas de desemprego ou os investimentos.

"Demonstra que é possível mobilizar a sociedade e a economia portuguesas para um processo de recuperação que não se limite a nos fazer voltar a onde estávamos, mas sim que nos permita retomar um ciclo de convergência e de melhoria do nível de vida dos portugueses", afirmou o primeiro-ministro.

A seu critério, agora deve-se "assegurar" que as diferentes instituições europeias tenham a capacidade de refletir sobre o modelo de governação económica da Europa para que não se trave a recuperação e sejam obtidas as leituras adequadas.

António Costa defendeu que é necessária em Portugal "uma total unanimidade para reconhecer que o país não será mais competitivo num modelo de baixos salários" e defendeu a aposta na qualificação dos trabalhadores e da inovação.

Deste modo, considera que a economia do país poderá voltar a "convergir" com a da União Europeia antes do final do ano de 2021 e, caso não se atinja esse objetivo neste mês será nos seguintes, já em 2022, mas que Portugal não está condenado a "divergir e definhar".