EFELisboa

O Governo de Portugal decidiu hoje prolongar até final de domingo a situação de alerta por risco de incêndio florestal, que estava previsto que terminasse esta mesma sexta-feira, devido às previsões meteorológicas adversas.

A decisão, anunciada pela secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, deve-se às altas temperaturas também esperadas no fim de semana, que complicam o cenário para bombeiros e proteção civil.

"Ontem foi um dos dias mais difíceis" este verão, disse Gaspar, com um registo de 140 incêndios em 24 horas, que foram combatidos por mais de 6.000 bombeiros em todo o país.

A situação foi especialmente preocupante no final dessa quinta-feira, com 15 fogos florestais ativos distribuídos pelo norte e centro do país, entretanto já dominados.

Atualmente há sete incêndios ativos de baixa dimensão no centro e norte do país, segundo dados da Proteção Civil.

Gaspar destacou que o último mês foi o "julho mais quente desde 1931", e que os fogos que estão a ser registados têm "em grande parte origem em mão humana", pelo que reiterou os apelos à população para que tomassem precauções extremas.

"Qualquer pequena distração pode dar origem a estas situações", avisou.

Segundo o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), hoje há "risco máximo" de incêndio numa centena de municípios do centro e norte do país e "risco muito elevado" em 60 localidades da mesma zona.

A situação de alerta por risco de incêndio florestal, uma medida adotada em várias ocasiões este verão, permite tomar medias preventivas e a rápida mobilização dos meios de combate a incêndios.

Portugal é um dos países europeus mais afetados pelos incêndios florestais, e no ano passado arderam mais de 40.000 hectares.