EFELisboa

O Governo de Portugal prolongou até 30 de setembro a proibição de desembarque em terra de passageiros e tripulação de cruzeiros em todos os seus portos nacionais, dado o "elevado risco" que representa para a transmissão do coronavírus.

A extensão do veto foi publicada esta segunda-feira em Diário da República, onde se explica que entra em vigor esta meia-noite -quando a medida ia concluir- e será aplicada durante pelo menos duas semanas.

Adverte, no entanto, de que poderá voltar-se a prolongar "em função da evolução da situação epidemiológica de Portugal".

Os cruzeiros estão vetados no país desde 14 de maio, data desde a qual estes navios apenas podem atracar para "abastecimento, manutenção ou espera" e "apenas com a tripulação mínima para a operação", sem passageiros a bordo.

Procurava-se assim minimizar o risco de infeção dado que "a experiência internacional demonstra o elevado risco representado pelo desembarque de passageiros e tripulações dos navios de cruzeiro".

A medida é prolongada agora porque, segundo explica o Governo português no despacho, "a situação epidemiológica, seja em Portugal ou noutros países, continua sem se mostrar plenamente controlada".

A situação mais marcante com estes navios no país ocorreu a 24 de março, quando já estava em vigor o estado de emergência.

Então, 1.300 passageiros de 38 nacionalidades foram repatriados do cruzeiro MSC Fantasia, que atracou em Lisboa, numa grande operação no qual participaram várias entidades portuguesas e embaixadas estrangeiras, essencialmente da Alemanha, Brasil e Reino Unido, de onde procedia a maioria dos viajantes.

Portugal regista 1.871 mortes e 64.596 contágios por coronavírus desde o início da pandemia, com quatro noves mortes e 613 contágios registados nas últimas 24 horas.