EFELisboa

Portugal contabilizou nas últimas horas 1.876 novos contágios e 15 mortos por covid-19, embora também registe 2.000 recuperados -mais que casos novos-, um bom sinal num país que, como anunciou o primeiro-ministro, António Costa, se prepara para celebrar o Natal "de forma distinta".

Portugal, que passou de exemplo na gestão da pandemia a ver a sua curva de contágios disparar, contabiliza 103.736 positivos e 2.213 vítimas mortais desde o início da pandemia.

O primeiro-ministro admitiu que a doença está numa "fase ascendente" e que vai continuar nas próximas semanas, embora tenha assegurado numa entrevista à TVI que "é impensável recorrer a um confinamento geral".

Também não contempla recorrer ao estado de emergência que se decretou na primeira vaga de contágios, apesar de ter admitido que "tudo depende" do comportamento dos cidadãos, adiantando que "as pessoas têm de se organizar de forma distinta para celebrar o Natal".

Enquanto o Governo apela à responsabilidade cidadã, a Polícia de Segurança Pública (PSP) denuncia a proliferação de festas e atividades que não respeitam as normas de segurança.

Segundo fontes da PSP consultadas pela Efe, só na área metropolitana de Lisboa os agentes tiveram que intervir em 87 atividades desde o último dia 15, quando foi decretado o estado de calamidade.

O Executivo prevê contar com apoio parlamentar para tornar o uso de máscara na rua obrigatório, algo que até agora é apenas recomendado, e descarta, por enquanto, a obrigatoriedade do uso da app de rastreamento "Stayaway Covid".

O país encontra-se em estado de calamidade, pelo que as reuniões na rua ou restaurantes não podem ter mais de cinco membros.