EFELisboa

Embora as visitas à praia sejam comuns há um mês, a época balnear começou oficialmente hoje em Portugal, onde chegou a "nova normalidade" na areia: distância entre chapéus de sol e máscara para ir aos bares.

A época começou neste sábado nas praias do Algarve (sul) e na região de Lisboa e vai avançar progressivamente pelo país até finais de mês, quando todo o litoral portugués vai ter de cumprir as regras definidas para dar um mergulho e apanhar sol com segurança.

Entre os portugueses que não queriam perder a abertura estava o presidente do país, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, fã de mergulhos que tem os seus compatriotas habituados às imagens de fato de banho.

O chefe do Estado foi à praia na Ericeira, norte de Lisboa, onde mergulhou nas águas frias do Atlântico.

Depois do banho, com máscara, fez um apelo em declarações aos jornalistas para "usar a praia e a época balnear com cautela e pequenos passos".

Na Ericeira, como no resto das praias do Algarve e de Lisboa, os portugueses encontraram neste sábado sinalética a lembrar as principais regras a seguir: distância de 1,5 metros entre banhistas, 3 metros entre chapéus de sol e toldos e desinfecção das mãos obrigatórias à chegada.

"Podemos fazer tudo enquanto o fizermos com segurança", disse hoje o primeiro-ministro António Costa, socialista, em declarações à imprensa numa praia do Algarve, onde garantiu que, se as regras estabelecidas forem cumpridas, "a praia vai fazer tão bem à saúde com fez sempre".

Acima de tudo, o objetivo é evitar a superlotação na areia e promover visitas a áreas com baixa concentração de banhistas.

Para isso, o governo português optou por uma aplicação móvel na qual o nível de ocupação das praias possa ser consultado em tempo real.

O "Info Praia" recolhe informações fornecidas de câmaras, dados de operadores de telecomunicações e outras fontes para mostrar, com um sistema de cores de semáforo, quais são as praias com menos pessoas.

Embora não haja multas ou fiscalização apertada, a lei inclui a possibilidade de ordenar o encerramento de praias onde houver de forma sistemática concentrações excessivas de pessoas.

Apesar das restrições, Portugal garante que há espaço para todos: ao longo dos mais de 900 quilómetros de costa do país pode haver simultaneamente mais de 850.000 pessoas sem multidões, lembrou o primeiro-ministro neste sábado.

Os portugueses e os turistas que visitarem o litoral português neste verão também devem levar uma máscara na mala de praia.

Embora o seu uso não seja obrigatório em espaços ao ar livre, é exigido para entrar no interior de restaurantes, bares e outros estabelecimentos localizados na praia.

Também vai mudar a banda sonora. Os gritos de "Bolinha de Berlim!" dos vendedores ambulantes serão abafados neste verão pelas máscaras.

A lei exige que todos os vendedores ambulantes, tanto de alimentos como de lenços, jóias e outros itens, usem uma máscara e uma viseira.

Paula Fernández