EFELisboa

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, retirou esta quinta-feira todos os cargos públicos da sua comissão de honra, uma lista de figuras que apoiam a sua reeleição, nas quais aparecia o primeiro-ministro português, António Costa, o que gerou bastante polémica nos últimos dias.

O apoio explícito de Costa levantou críticas porque o presidente do clube encarnado está a ser investigado em vários processos judiciais em aberto, o que levou Vieira esta quinta a tomar a decisão de retirar os cargos públicos da lista.

"Agradeço a todos a disponibilidade manifestada, mas tomei a iniciativa de retirar da minha comissão de honra todos os titulares de cargos públicos, sejam autarcas, deputados ou membros do Governo", anunciou Vieira em comunicado.

O presidente do Benfica denunciou que foi feita nestes dias uma das campanhas "mais hipócritas e demagógicas" das quais tem memória e que se atacou Costa e outros políticos, como o autarca de Lisboa, Fernando Medina, que já o tinham apoiado em eleições anteriores sem qualquer controvérsia.

A situação causou inclusivamente críticas por parte do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, que assinalou que ia falar com Costa sobre o assunto, conversa que irá previsivelmente acontecer na tarde desta quinta-feira na reunião semanal entre ambos.

Embora não esteja condenado, Luís Filipe Vieira está formalmente acusado no processo da chamada Operação Lex, onde se investiga se um juiz o favorecer ao influenciar a seu favor um processo fiscal com a promessa de receber em troca um cargo na Fundação do Benfica.

Vieira também se encontra nos autos que investigam a caída do Banco Espírito Santo (BES) como suspeito de ter beneficiado de um esquema fraudulento da entidade.

Luís Filipe Vieira é presidente do Benfica desde 2003 e prepara a sua candidatura para as eleições de outubro.