EFELisboa

O Partido Social Democrata (PSD, centro-direita) abriu esta sexta-feira uma guerra interna para substituir o seu líder, Rui Rio, pelo declínio do partido nas eleições legislativas de 6 de outubro, nas quais perderam dez cadeiras e tiveram um dos seus piores resultados históricos.

O descontentamento depois das eleições passou de murmúrios a candidaturas formais para substituir Rio, a última delas apresentada hoje por Miguel Pinto Luz, que se apresenta como candidato a líder com um aviso de que o PSD "não pode esperar outros quatro anos".

"No PSD sabemos quando perdemos, e no dia 6 (de outubro) perdemos todos, mas no PSD também nos sabemos endireitar e reencontrar-nos, mesmo nos momentos mais difíceis da nossa história", afirma num vídeo publicado no Facebook.

A entrada em cena de Pinto Luz, vice-presidente da Câmara de Cascais, certifica que a oposição a Rio é séria e está disposta a mobilizar-se.

Havia até agora dúvidas que a incomodidade se traduzisse em ações, sobretudo porque o único que tinha dado um passo à frente após o desastre eleitoral foi Luís Montenegro, que já tentou sem sucesso substituir o líder em janeiro passado.

Montenegro prometeu após o fracasso lealdade e união, mas na semana passada recuou e apresentou-se como candidato "por uma questão de coerência e de convicção" para as próximas primárias do partido, cuja data não está definida mas que se espera para o próximo janeiro.