EFELisboa

A companhia aérea de baixo custo Ryanair anunciou esta terça-feira a contratação de mais de 300 pessoas em Portugal, tais como pilotos, tripulantes de cabine e especialistas em tecnologias da informação, medida que faz parte do seu investimento para o próximo inverno no país, onde irá aumentar aviões e rotas.

Segundo indicou a companhia irlandesa em comunicado, as ofertas laborais vão estar disponíveis nas bases de Lisboa, Porto, Faro e Ponta Delgada.

Como já aconteceu com o anúncio de 22 novas rotas para o próximo inverno, feito na semana passada, a Ryanair deixou no comunicado de hoje recados à companhia aérea portuguesa TAP, controlada pelo Estado, com a qual tem uma forte rivalidade causada pelo apoio público que a concorrente recebeu.

A irlandesa destaca que "continua a investir nas regiões portuguesas com empregos bem pagos e seguros numa altura em que a TAP está a encolher, cortando empregos e reduzindo a conectividade apesar de receber" mais de mil milhões de euros "dos contribuintes em auxílios estatais".

A TAP recebeu um empréstimo de 1.200 milhões de euros em troca da execução de um plano de reestruturação que a salve da falência, que inclui, entre outros aspetos, o despedimento anunciado no mês passado de 124 trabalhadores, entre pilotos, tripulantes de cabine e funcionários da sede.

O Estado português tem o controlo da TAP desde o ano passado, altura em que chegou a acordo com os acionistas privados da companhia aérea para aumentar a sua presença no capital, de 50% a 72,5%, e salvá-la da falência, embora se especula que se irá converter em único acionista.

A Ryanair avançou na semana passada que a partir de novembro irá investir 300 milhões de dólares (cerca de 253 milhões de euros) no aeroporto de Lisboa, onde terá outros três aviões, com o qual irá deter um total de sete no aeródromo português.

Com esta frota, a companhia 'low cost' pretende fazer 250 voos semanais desde a capital portuguesa.