EFELisboa

A Sacyr Somague, filial portuguesa da construtora espanhola Sacyr, impugnou administrativamente a adjudicação de parte das obras da expansão do metro de Lisboa ao consórcio rival Metro Santos Sodré, composto por empresas como a Mota Engil, cujo contrato ascende a 73,5 milhões de euros.

Esta impugnação é informada em comunicado pela empresa pública Metropolitano de Lisboa, que explica que o contrato de execução das obras, referidas a um novo trecho entre a futura estação de Santos e Cais de Sodré, foi assinado no passado dia 22.

O vencedor do acordo foi o consórcio Metro Santos Sodré, um agrupamento de empresas formado pela Mota Engil e Spie que consegue assim um contrato por 73,5 milhões de euros para uma obra que se estima que estará concluída em 960 dias.

A adjudicação é contestada pela Sacyr Somague desde o dia 10 de setembro, admite a Metropolitano de Lisboa, o que não impediu a assinatura do contrato.

A empresa acrescenta que não foi, "até ao momento, citada por qualquer impugnação judicial interposta pelo mencionado concorrente ou por qualquer outro concorrente, relativamente ao presente concurso".

A expansão do metro de Lisboa prevê a ampliação de duas das quatro linhas da capital portuguesa, a amarela e a verde, criando novas estações e tornando uma delas numa linha circular.

O trecho adjudicado agora e impugnado pela Sacyr é a obra mais cara dentro do projeto, que no total conta com um investimento de 210 milhões de euros, 83 dos quais vêm de fundos comunitários.

Espera-se que a ampliação esteja concluída em 2023.