EFELisboa

A companhia aérea TAP, controlada pelo Estado português, anunciou esta quinta-feira que abriu um processo de demissão que vai afetar 124 trabalhadores, entre os quais pilotos, tripulantes de cabine e funcionários da sede, entre outros, no âmbito do seu plano de restruturação para evitar a falência.

Os detalhes foram comunicados pela companhia num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), onde se aponta que serão despedidos 35 pilotos, 28 tripulantes de cabine, 38 trabalhadores da área de manutenção e engenharia, e 23 trabalhadores da sede da TAP.

A companhia afirma que os 124 trabalhadores afetados representam "uma redução muito expressiva (menos 94%) caso comparado com os "cerca de 2.000 colaboradores" que estavam inicialmente previstos para saírem da TAP como parte do plano de restruturação.

Neste sentido, a empresa salientou o "esforço extraordinário" feito para, de acordo com os sindicatos, ativar outras medidas para evitar novos despedimentos, tais como "rescisões por mútuo acordo, reformas antecipadas, trabalho a tempo parcial ou licenças sem vencimento".

O Estado português tem o controlo da TAP desde o ano passado, quando chegou a um acordo com os acionistas privados da companhia para aumentar a sua participação de 50% para 72,5% e salvá-la da falência.

A companhia aérea recebeu um empréstimo de 1.200 milhões de euros em troca da implementação de um plano de reestruturação.