EFELisboa

A companhia aérea portuguesa TAP reduziu as suas perdas em 10,5% durante 2019, até aos 105,6 milhões de euros, resultados que foram penalizados pelo investimento realizado para renovar a frota e pelos problemas no aeroporto de Lisboa.

Em comunicado, a companhia explicou esta quinta-feira que investiu mais de 1.500 milhões de euros durante 2019, grande parte na compra de 30 aviões novos que permitiram a renovação de 70% da frota de longo percurso, o que teve impacto nos resultados.

A entrada dos 30 novos aviões e a saída de 18 antigos teve um impacto financeiro negativo de 55 milhões de euros, o que representa algo mais da metade das perdas totais, embora tenha "sido determinante para melhorar a eficiência e a satisfação do cliente", defendeu a companhia.

Os resultados também foram penalizados pela "ineficácia" do aeroporto de Lisboa, entre 30 e 35 milhões de euros, calcula a TAP, que criticou a "falta de investimento na capacidade" da infraestrutura e o congestionamento do espaço aéreo, o que aumentou as indemnizações por irregularidades.

Além disso, foram contratadas 900 pessoas ao longo do ano, terminando-o com uma equipa de 10.617 trabalhadores.

Os rendimentos melhoraram 3,8%, até 3.298,8 milhões de euros, com subidas significativas nas rotas da América do Norte (33,4%) e Portugal (13,2%).

"A TAP foi a companhia europeia que mais cresceu nas rotas à América do Norte em 2019, com um aumento de 31% no número de passageiros transportados, até um total de 1,04 milhões", referiu a companhia, que em termos globais transportou mais de 17 milhões de pessoas.

Por sua vez, as despesas operativas aumentaram 1,5%, ficando em 3.251,6 milhões de euros.

As contribuições e impostos ao Estado aumentaram 28% e passaram de 257 a 328 milhões de euros nos últimos quatro anos, devido ao investimento para renovar a frota.

O Estado português possui atualmente 50% do grupo TAP, enquanto o consórcio Gateway, integrado pelo empresário português Humberto Pedrosa (uma das maiores fortunas do país) e o brasileiro-americano David Neeleman (dono da companhia aérea Azul) tem uma participação de 45%.

O 5% restante está reservado para os trabalhadores do grupo.