EFELisboa

A companhia aérea portuguesa TAP perdeu 627,6 milhões de euros até setembro, menos 10% que nos nove primeiros meses de 2020, com uma melhoria do lucro graças à abertura de fronteiras.

Num comunicado enviado quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a companhia assinalou que ao longo do verão foram recuperados a maior parte dos destinos nos quais a TAP opera, à exceção do Brasil, que só reabriu a 1 de setembro.

Com isso, o número de passageiros no terceiro trimestre aumentou 144,7% a respeito do mesmo período de 2020.

Ainda assim, os lucros entre janeiro e setembro estão 67% abaixo dos de 2019.

Os lucros operacionais foram de 826,8 milhões, 1,7% abaixo dos nove primeiros meses de 2020, devido sobretudo à queda dos lucros com passageiros (-13%), que foram parcialmente compensadas pelo aumento de carga e correio (102,8%).

As despesas reduziram-se 13,9% face ao ano anterior, até 1.250 milhões, devido sobretudo à queda das depreciações e amortizações e os custos com operações de tráfego.

Os custos de pessoal caíram 5,3%, com uma redução de 1.820 trabalhadores relativamente ao modelo de setembro de 2020.

A companhia tinha a 30 de setembro 6.690 trabalhadores, menos 27% que o período pré-pandemia, apesar do número deverá ser ainda mais reduzido porque a demissão coletiva realizada pela empresa só foi concluída em outubro.

A TAP está no meio de um plano de reestruturação que prevê uma ajuda que ronda os 3.200 milhões de euros que está atualmente a ser analisada pela Comissão Europeia.

A companhia aérea recebeu por enquanto 1.200 milhões de euros que fazem parte desse plano, e estão previstos outros 998 milhões neste ano e 990 em 2022.

O plano é uma contrapartida do acordo alcançado entre o Governo português e os acionistas privados para aumentar a presença estatal e reforçar o seu capital depois do forte impacto que a pandemia teve na empresa.

O Estado tem atualmente 72,5% do grupo TAP -que inclui várias empresas- e cerca de 98 % da própria companhia.