EFELisboa

A companhia aérea TAP vai pagar os salários em atraso e o pagamento extra de julho aos trabalhadores da empresa de handling Groundforce, cuja greve chegou a cancelar mais de 600 voos no passado fim de semana.

O Ministério das Infraestruturas informou em comunicado que a TAP -controlada pelo Estado- se irá encarregar diretamente dos pagamentos em atraso dos trabalhadores da Groundforce, empresa na qual tem uma participação de 49,9% do capital.

A decisão foi comunicada esta quarta aos sindicatos da Groundforce numa reunião com o Ministério de Infraestruturas, que "vê reunidas as condições para uma resolução definitiva da instabilidade que se vive na empresa".

Os trabalhadores da Groundforce, a principal empresa de assistência em terra de Portugal, com cerca de 70% do mercado, protagonizaram uma greve que causou perturbações severas nos aeroportos no fim de semana para exigir o pagamento pontual dos seus salários, e do subsídio de férias, depois de vários atrasos este ano.

Estava prevista uma nova greve para o próximo fim de semana caso a situação não se resolvesse.

A Groundforce vive uma grave situação financeira devido à caída do tráfego aéreo causada pela pandemia.

O principal acionista da empresa é a Pasogal, proprietária de 50,1% do capital, embora o banco Montepio tenha executado uma garantia que mantinha sobre esta participação, colocando-a à venda.