EFELisboa

A presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) de Portugal, Cristina Casalinho, afirmou hoje que a vitória do socialista António Costa nas eleições legislativas do passado 6 de outubro não gerou "grandes preocupações" nos mercados.

"Os contatos que tive (com investidores) não revelam um nível de preocupação com a situação política portuguesa. A configuração do resultado eleitoral não parece ter suscitado grandes preocupações", disse Casalinho à imprensa durante um seminário em Lisboa.

A responsável do Tesouro luso comparou essa tranquilidade, que se traduz nos baixos juros vistos em leilões de dívida portuguesa, com a situação vivida pela dívida espanhola face a proximidade das suas eleições gerais, previstas para o próximo 10 de novembro.

"O que vemos é que com as eleições espanholas a aproximar-se há uma inversão da posição relativa do prémio de risco dos dois países", ressaltou.

Ou seja, "Portugal transacciona hoje em dia a um nível inferior, com taxas de juro mais baixas que as de Espanha, o que de certa forma demonstra bem a receção que os investidores tiveram em relação aos resultados eleitorais" lusos, concluiu.

No mercado secundário, a rentabilidade da dívida portuguesa a dez anos é negociada a 0,169%, enquanto a espanhola está a 0,209%.