EFELisboa

Os britânicos The Cure e Thom Yorke e os espanhóis Vetusta Morla são alguns dos grandes nomes do cartaz do festival português NOS Alive, que regressa nos dias 11, 12 e 13 de julho para a sua décima terceira edição.

O festival, realizado no Passeio Marítimo de Algés, a cerca de 10 quilómetros de Lisboa, arranca esta quinta-feira com a icónica banda britânica The Cure, que levará ao palco do NOS Alive -onde já esteve em 2012- uma viagem pelos seus mais de 40 anos de carreira.

Nas já frequentes três horas de concerto do grupo do carismático Robert Smith são esperados temas que vão desde as origens post-punk da banda como "A Forest" até à melancolia gótica de "Lovesong" ou a pop otimista de "Friday I'm in Love" ou "Just like Heaven".

Pelo primeiro dia do NOS Alive também irão passar os americanos Weezer, a sueca Robyn ou os escoceses Mogwai.

Sexta-feira, dia 12, o palco principal vai abrir com os espanhóis Izal, que fazem a sua estreia em solo português.

A banda indie madrilena liderada por Mikel Izal atravessa a Península Ibérica para mostrar ao público luso alguns dos temas que formam o seu quinto álbum de estúdio, "Autoterapia" (2018), e também clássicos bem conhecido em Espanha como "Copacabana" ou "La mujer de verde".

O rock será o protagonista da segunda jornada, com atuações de grupos como os americanos Greta Van Fleet ou os escoceses Primal Scream no palco principal.

Por sua parte, o segundo maior palco dos sete que formam o NOS Alive vai acolher nesse dia espetáculos de nomes históricos como o guitarrista Johnny Marr (ex-The Smiths) ou Grace Jones, icónica diva da música, moda e cinema.

As sonoridades oriundas de Espanha voltarão a estar entre os nomes destacados no sábado, dia 13, o último do evento, com os Vetusta Morla, que regressam ao NOS Alive após um muito aplaudido espetáculo na edição de 2016.

O sexteto do município madrilenho de Tres Cantos regressa desta vez com "Mismo Sitio, Distinto Lugar", o seu bem-sucedido álbum de 2017 -o quarto da sua carreira-, que dominará um concerto muito esperado, levando em conta os milhares de espanhóis que visitam anualmente o festival luso.

Um dos grandes protagonistas deste último dia será Thom Yorke, vocalista dos colossos Radiohead, que atuará a solo no palco secundário.

Yorke vai levar a Portugal "Anima", lançado em junho deste ano, o terceiro álbum da sua carreira a solo longe da banda que o catapultou ao estrelato.

Mas Yorke não é a única figura de peso do rock alternativo que atua na última jornada do NOS Alive, já que praticamente à mesma hora estarão no palco principal Billy Corgan e os seus The Smashing Pumpkins, autores de sucessos como "1979" ou "Tonight, Tonight".

A música eletrónica do duo britânico The Chemical Brothers ou o folk dos americanos Bon Iver são outros dos destaques na despedida da 13ª edição do festival.

O NOS Alive reserva também espaço para géneros como o fado -com um palco inteiramente dedicado ao grande género musical português- ou inclusivamente à comédia.

Considerado já uma referência nos festivais de música europeus, pelo NOS Alive já passaram grandes nomes como Metallica, Radiohead ou Pearl Jam, e recebe anualmente cerca de 160.000 espectadores, muitos deles espanhóis.