EFEOeiras (Portugal)

A banda espanhola Vetusta Morla voltou hoje a demonstrar a sua força em cima do palco e tornou o NOS Alive na sua "casa" no regresso ao festival português, por onde já passaram há três anos.

"Obrigado por transformarem o festival na nossa casa", agradeceu o energético vocalista do grupo, Pucho, incansável durante todo o espetáculo, no qual se submergiu literalmente entre o público da última jornada do NOS Alive.

No Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras, a 10 quilómetros de Lisboa, o sexteto madrilenho fez uma apresentação dos seus melhores sucessos que serviu não só como cartão de visita para o público português mas também para agradar aos milhares de hispanoparlantes que se faziam ouvir frente ao palco principal.

O regresso dos Vetusta Morla ao festival português arrancou com "Deséame suerte", tema inaugural do seu quarto e último trabalho, "Mismo Sitio, Distinto Lugar", ao qual voltaram diversas vezes ao longo do espetáculo.

Do bem-sucedido álbum de 2017 saíram também canções como a satírica "Palmeras en la Mancha" ou "La vieja escuela", nostálgico hino de homenagem aos ídolos musicais da adolescência que mostrou no palco luso a verdadeira força do grupo ao vivo.

Pucho, falando num português muito conseguido que conseguiu confundir parte do público espanhol, dedicou o concerto ao "amor", algo que o vocalista considerou "muito importante em tempos tão escuros", antes de atirar-se a "Maldita Dulzura".

Mas foi com "Copenhague" quando chegou o primeiro grande momento "karaoke" da tarde, no qual a banda cedeu o microfone aos assistentes durante todo o segundo verso do seu tema mais icónico.

O elevado volume das vozes do público repetiu-se com "Valiente", "Sálvese quien pueda" ou "El hombre del saco", com as quais mostraram a intensidade que os Vetusta Morla são capazes.

O ponto final da quinta atuação dos Vetusta Morla em Portugal -que além do NOS Alive de 2016 soma dois concertos em nome próprio no Porto e outro em Lisboa- chegou com a apoteótica "Los días raros", com a qual demonstraram que não têm nada que invejar as bandas internacionais que lideravam o cartaz este sábado.

Além dos Vetusta Morla, o dia de encerramento da 13ª edição do NOS Alive -um dos principais festivais de música de Portugal- conta com as atuações de nomes como The Chemical Brothers, Bon Iver, The Smashing Pumpkins ou Thom Yorke.

Nos dias anteriores já passaram pelos seus palcos artistas como The Cure, Weezer, Vampire Weekend ou os espanhóis Izal, entre muitos outros.