EFELisboa

O voto dos portugueses residentes no exterior concedeu mais duas cadeiras ao governante Partido Socialista, que fica a oito deputados da maioria absoluta, e outras duas ao conservador PSD nas eleições do último dia 6, que registaram uma abstenção superior a 51%.

A participação dos lusos que residem fora do país limitou-se a 10,79% dos mais de 1,4 milhões de recenseados, segundo informaram hoje as autoridades locais após a contagem dos votos.

À vista destes resultados, os socialistas ficam com 108 deputados -a oito dos 216 necessários para conseguir a maioria absoluta-, e o PSD, a segunda força política do país e líder da oposição, com 79 -um dos piores números da sua história-.

Além disso, as eleições deram 19 deputados ao Bloco de Esquerda, 12 ao Partido Comunista, 5 aos democrata-cristãos do CDS, 4 aos animalistas PAN e concederam um a três grupos que se vão estrear no Parlamento no próximo curso político: o partido de extrema-direita Chega, a Iniciativa Liberal e o Livre.

Sem esperar para conhecer a contagem do voto exterior, o primeiro-ministro eleito, o socialista António Costa, anunciou esta semana a composição do seu novo Governo, que estará integrado por 19 membros -oito mulheres- e quatro "superministros" para enfrentar uma legislatura difícil.

Costa decidiu não reeditar o pacto com comunistas e Bloco que o levou ao poder em 2015 -a popular "geringonça"- e governar sozinho a partir de agora, apesar de não chegar a maioria absoluta, através de pactos pontuais com os grupos de esquerda.

Além disso, o novo Executivo terá que enfrentar grandes desafios, como a redução da dívida num contexto de incerteza internacional agravada pelo impacto da saída do Reino Unido da UE, e a presidência rotativa da UE, que Portugal irá assumir em 2021.