EFELisboa

O Departamento de Investigação e Ação Criminal de Lisboa (DIAP) deu início a uma investigação sobre os cursos de criptomoedas dados por 'influencers' em Portugal, segundo confirmaram à Efe fontes do Ministério Público.

Depois de receber uma denúncia sobre os cursos de criptomoedas, a Procuradoria confirma que foi dado início a "uma investigação" dirigida pela DIAP de Lisboa para analisar se existe algum tipo de delito, sem revelar mais pormenores.

A situação já foi denunciada numa petição pública apoiada inclusivamente por vários youtubers e que conta com mais de 12.000 assinaturas, que pede que se investiguem os cursos por "enriquecimento desonesto".

A iniciativa ganhou força na semana passada, depois do youtuber Diogo Felgueiras, conhecido como Windoh, ter lançado um curso de criptomoedas online por 400 euros -entretanto pirateado e publicado online pelo hacker Redlive13-, sendo acusado de vender conteúdo copiado da Wikipedia.

A petição pública descreve os youtubers como "burlões" e assinala que utilizam os mercados financeiros como o Forex ou a compra de criptomoedas como "uma ilusão para o enriquecimento rápido" cada vez mais comum em Portugal.

O Banco de Portugal advertiu na semana passada sobre "o risco de consumir e utilizar ativos virtuais como o bitcoin" devido à enorme volatilidade do preço da moeda virtual e a falta de transparência na informação sobre estes ativos.

A petição pública acusa 8 youtubers de formar parte do esquema, entre os quais Windoh (Diogo Felgueiras), com mais de 1,7 milhões de subscritores no Youtube; Numeiro1 (João Barbosa), com mais de 396.000, e DavidGYT (David Soares), com cerca de 109.000.