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A lenda da espia mais famosa do mundo, Mata Hari, volta desde hoje à cidade do norte da Holanda que a viu nascer, Leeuwarden, com uma exposição que festeja o centenário da sua morte.

Antes de se transformar em mito, Margaretha Zelle era uma menina que pertencia a uma família acomodada do norte da Holanda.

O seu pai era vendedor de chapéus, um comércio lucrativo a finais do século XIX, e a jovem pôde receber aulas particulares de francês, alemão e inglês.

"Na coleção podemos ver que era muito boa em idiomas. Já na sua infância tinha um sentido internacional da vida", explicou à Efe o diretor do Museu de Frísia, Kris Callens.

A pinacoteca reuniu dezenas dos seus objetos pessoais, fotografias, álbuns que ela mesma fazia de artigos jornalísticos e relatórios militares dando conta dos seus trabalhos para os serviços secretos.

"A idéia da exposição é caminhar com ela ao longo da sua vida. Não era só uma espia ou uma dançarina", especificou à Efe o conservador do museu Yves Rocourt.

"Também foi uma pequena menina de Frísia que teve uma infância feliz, que se transformou em mãe mais tarde e que passou por muito na sua juventude", acrescentou.