Paris, 14 de Fevereiro (EFE) - França, um templo profano de artistas, sede do maior museu do mundo e cenário das mais importantes correntes artísticas dos últimos séculos, já não tem a mesma cara. O país está a celebrar o triste recorde de ter os seus museus fechados por mais de 100 dias e sem perspectivas de reabertura a curto prazo.

Após mais de quatro meses fechados durante a primeira metade de 2020, as restrições para conter a segunda vaga do vírus em Outubro levaram o governo a fechar estabelecimentos culturais em todo o país, que quatro meses depois ainda estão fechados para tristeza e indignação dos franceses.

"Estou muito surpreendido pelo meu país estar a tomar esta medida sem procurar soluções. Tinha a convicção de que a particularidade francesa era ter uma relação única com a cultura e noto que os países vizinhos estabeleceram dispositivos para preservar a vida cultural de uma forma adaptada e nós não", lamenta Efe o parisiense Jérémy Beaumont.