Madrid, 24 de Junho (EFE) - Salvador Sobral, o primeiro português a tocar a alma e a glória do Festival Eurovisão da Canção, celebra no seu último álbum um dos géneros que mais o marcou, o bolero, que para ele tem "uma nostalgia semelhante à do fado, mas mais exterior, mais com ar flamenco".

Diz à Efe que está cheio de energia após um confinamento no qual, "aborrecido", teve tempo para compor um novo álbum e no qual partilhou canções através das redes de cada uma das autonomias espanholas. "E foi assim que descobri muita música bonita, profunda e verdadeira, que é o que eu gosto", diz ele.

"Já tive vários confinamentos na minha vida, um quando fui ao hospital, 6 meses à espera do transplante, e outro quando saí de lá, que foram outros dois. Curiosamente, esta quarentena custou-me muito mais do ponto de vista emocional. Na altura eu sabia que estava de má saúde e não podia fazer nada, mas agora tinha muita vontade de viver", diz ele sobre a forma como decorreu o confinamento.