Veneza (Itália), 5 de Set (EFE) - Veneza comemora o 1.600 aniversário da sua hipotética e lendária fundação com um olhar inquietante sobre um futuro sem habitantes, que o abandonam ao ritmo de cerca de mil todos os anos, e com um olhar retrospectivo sobre um passado glorioso mas repleto de desastres.

A pandemia do coronavírus, que deixou a humanidade com imagens visualmente documentadas sem precedentes de uma cidade abandonada pelo turismo - a sua riqueza recente e explicação parcial para o seu declínio - e as graves inundações de 2019, testemunham as suas fraquezas.

O rico passado da República de Veneza, que uma exposição ("Venetia 1600") no Palazzo Ducale tem vindo a recordar desde este fim-de-semana, é combinado com o olhar a preto e branco do arquitecto, galerista e fotógrafo Mario Pelliti, que documenta desde 2006 uma visão da cidade que pode ser possível: sem pessoas.