EFELisboa

Stephen Eustáquio, jovem jogador luso-canadiano do GD Chaves e internacional sub-21 com Portugal, tornou-se na referência do bom jogo e do tiki-taka da Liga portuguesa, pelo que despertou o interesse de clubes como o Betis, Barça, Manchester City ou o próprio Sporting.

Em entrevista com a Agência EFE, Eustáquio, que chegou a jogar dois jogos com a sub-17 do Canadá, assegurou que acompanha o estilo de Busquets ou David Silva e que está apaixonado pelo jogo do Betis de Quique Setién, onde milita o seu compatriota William Carvalho.

"Penso que não há jogador mais inteligente dentro do campo que Sergio Busquets, pelo que penso nele quando ocupo a posição de número 6, médio defensivo", manifestou o jogador, de 21 anos.

No entanto, quando joga de número 8 a sua referência é outro espanhol, o jogador do Manchester City David Silva.

A imprensa portuguesa dá como fechado que poderá ser um dos reforços de inverno do Sporting, cujo centro do campo ficou dizimado após a saída de jogadores como William Carvalho, contratado pelo Betis.

Eustáquio lembra que quando era criança só jogava futebol no verão, já que vivia com os seus pais no Canadá e o frio impedia jogar mas, de volta a Portugal, federou-se no clube da Nazaré.

No Nazarense, o seu primeiro treinador foi Estoti, "que não ensinava muito futebol, mas sim a crescer como pessoa".

Aos 15 anos assinou pela União de Leiria, que militava na máxima categoria nacional sub-15 e começou a despontar ao nível nacional enfrentando as categorias inferiores de clubes como o Benfica, Porto ou Sporting.

Desta etapa lembra-se do técnico alemão Kimmel, "que era muito duro e rígido e mostrava-nos o que era necessário para ser profissional".

A sua dupla nacionalidade permitiu-lhe estrear-se com a sub-17 do Canadá, com a qual chegou a jogar dois jogos em 2012, embora o seu objetivo fosse jogar com as "quinas", o que conseguiu em 2017.

Nos dois últimos anos, a sua carreira viveu uma escalada "meteórica", passando do Leixões da Segunda Liga, onde só esteve meio ano, já que o Chaves da máxima categoria portuguesa o contratou por meio milhão de euros em janeiro.

"Foi o momento que sonhei, mas não acabava de concretizar e chegavam os últimos dias de prazo do mercado de inverno e não se materializava. Só se concretizou quando faltavam 3 dias para o prazo acabar", lembrou.

O jogador assegura que o seu estilo passa por "mimar a bola", mas consegue combinar a sua classe -domina as duas pernas- com ser um médio flexível que se aplica nos trabalhos defensivos.

O seu empresário, Manuel José, avançou à Efe que acha que vai jogar no Chaves até finais de janeiro, e no mercado de inverno irá mudar de equipa.

A sua cláusula de rescisão é de 15 milhões de euros, um preço "a priori" baixo para qualquer clube de primeiro nível, dadas as condições deste jogador, acrescentou.